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26/08/2017

A gente até pode ir, mas acaba sempre voltando


Há quase oito meses, quando eu disse no post "de inauguração" que preferia não criar grandes expectativas ou ficar fazendo promessas com esse blog, porque eu tinha (tenho) a péssima mania de sempre acabar me frustrando quando espero demais das coisas. Aliás, acho que é algo comum a qualquer um. Mas enfim. Se eu for arranjar boas desculpas para ter sumido daqui nesses últimos dois meses, bem, eu até tenho uns motivos para os primeiros quinze dias. Veio aquela temida semana de entrega de trabalhos, seguida da de provas e eu simplesmente não tinha cabeça pra outra coisa além de escrever meu nome e a data no cabeçalho de uma folha em branco.

As férias vieram no dia 13 de junho (sem nenhum exame, ufa!) e daí em diante acabam as desculpas porque não fiz nada e tudo se resume em preguiça e procrastinação, especialmente no último mês, porque ainda por cima estava de férias do trabalho e me dediquei inteiramente nisso (de não fazer nada). Mas, até nos dias em que eu não vi nada do mundo exterior além do que as janelas de casa tornam possível, eu acabei gastando um tempo em algumas coisas (mesmo que inúteis) sim.

13/05/2017

Não acredito em entedimento


Eu podia escrever no título dessa postagem um simples "Uma carta para minha mãe", mas ia ficar muito vago, meio infantil e não ia conseguir expressar tudo o que eu sempre paro para pensar nessa época – ainda mais esse ano, não sei porque. Atualizando a bio do meu Instagram e a descrição que aparece no Google quando pesquiso pelo nome do blog, surgiu a ideia de me descrever como alguém que ainda não entendeu como funciona a vida adulta. Depois voltei atrás e imaginei que na verdade ninguém entende perfeitamente ou todo mundo finge muito bem, vai lá se saber.

Num dos episódios da oitava temporada de How I Met Your Mother (e desculpa por falar da série de novo, mas é que só tenho assistido isso, literalmente), Lily e Ted conversam sobre o quanto eles precisam contar a verdade para pessoas que estão intimamente ligadas ao seu redor. Ted não quer contar a Robin que ainda a ama (isso não é spoiler, hein?) e então Lily conta um de seus maiores segredos: a vontade íntima que tem, de só às vezes, poder desistir da maternidade. Passar um tempo fora e esquecer de toda a rotina que a envolve o tempo todo com o bebê. Que mesmo amando o fato de ter originado uma vida, às vezes cansava.

03/05/2017

O que aconteceu | Abril 2017


Esse mês foi uma correria só. Fiquei alguns bons intervalos sem postar e mesmo agoniada com tanto trabalho de faculdade eu não concluí nenhum. No último dia desse mês já começam as provas semestrais e eu não consigo acreditar que logo vai chegar julho e junto dele as minhas férias, tando trabalho quanto da faculdade, finalmente. O planejamento é usar o dinheiro pra tirar a carteira de habilitação e conhecer alguns pontos turísticos de São Paulo, o que provavelmente eu não vou fazer mesmo, mas não custa fingir que sou organizada.

E o mês correu tanto que é o que menos lembro das coisas que fiz. Das coisas lidas e assistidas lembro porque geralmente os guardo em algum lugar, seja no Skoob, Filmow ou favoritos do navegador, já o que aconteceu realmente fica uma incógnita na mente. Ironia para o nome do marcador que categoriza essa postagem? Sim, mas é o que há pra hoje.

29/04/2017

"Porque no meu tempo..."


Nessa última terça-feira eu tive aula da matéria que mais gosto: Jornalismo Digital. Dessa vez o professor explicou como funcionam alguns portais de notícia e a metodologia utilizada por eles e algumas características importantes para que uma mesma notícia seja mais visualizada em site do que em outro. A questão toda dessa introdução é que como atividade no final ele propôs que entrevistássemos uns aos outros partindo de um modelo que ele nos ofereceu dizendo que era uma das melhores formas de iniciar uma entrevista com qualquer pessoa — pelo menos na maioria dos casos.

Tinha uma questão que pedia para responder qual havia sido o maior feito na vida. Eu fiquei em dúvida e imaginei que nunca tinha feito nada. "Bem, se fosse outro tipo de entrevista, eu poderia dizer que nascer foi um feito, porque minha mãe era considerada estéril quando ficou grávida de mim", eu disse, ainda incerta e pensando em outra coisa pra responder no lugar. "E porque não pode ser isso? Nascer já foi uma vitória, o que vier é lucro", meu amigo disse. E lá se foram os papéis entregues ao professor e eu me sentindo vitoriosa por um feito que eu sequer tive tanto envolvimento assim.

15/04/2017

O que são Writing Prompts?

Closeup Photo of Blue Pen Tinted Spiral Notepad Placed Beside Pen Die Cast Car and Coffee Cup

Eu amo escrever. Provavelmente é a coisa que mais me deixa feliz — depois de feriados prolongados, claro. Mas uma questão que sempre me irrita é o bloqueio criativo. E me irrita ainda mais ler ou ver dicas sobre criar inspiração para escrever e a maioria se volta para o "combo" ler-sair-música-blá-blá-blá, como se isso já não fosse óbvio o bastante, né? Poxa, e quando você é uma pessoa que sai todos os dias às sete da manhã já ouvindo música e lendo, mas mesmo assim não tem milagre que faça vir alguma ideia para escrever?

É claro que às vezes uma faísca divina me atinge e me vem a loucura na hora de pegar a caneta e escrever. Mas como não é sempre que acontece — e às vezes quando acontece não chega a ser finalizado —, fazia um tempo que eu buscava ideias do que escrever. Sim, algo como caminhos. Iguais os temas de redação que éramos obrigados a fazer na escola. Naquele tempo surgia bem mais efeito ter para onde seguir e resolvi procurar pelo mesmo apoio já velho amigo — ou nem tanto assim.

03/04/2017

O que aconteceu | Março 2017



E a primeira semana de sumiço foi concluída com sucesso. Na última semana de março tive que correr com alguns trabalhos da faculdade, fiquei sem internet no trabalho, editei um vídeo com apresentação de fotos para a festinha de aniversário da minha mãe e mal entrei na internet. Acabei falhando em algumas blogagens coletivas por isso, mas vou tentar manter o ritmo em abril de novo.

O mês de março passou voando, diferente da última semana, que pra mim praticamente se arrastou. Como todos os memes, eu fiquei com medo de dormir no dia 31 e acordar no dia seguinte e descobrir que era 32. Mas o terceiro mês do ano trouxe algumas coisas bem legais e como meus pais e meu irmão fazem aniversário é um mês memorável todos os anos.

08/03/2017

Existimos. Resistimos.



Um dia, ainda durante a infância, reparei na quantidade de coisas que os meninos podiam fazer e as meninas não, e só com o motivo de o sermos. Outro dia, questionei porque a freira precisava andar coberta e o padre poder usar roupa normal. Reclamei a mesma coisa das muçulmanas. E isso tudo, claro, sem entender a questão religiosa envolvida. Outra vez eu achei muito injusto quando meu pai me disse que eu precisava ajudar na cozinha quando fosse pra casa da tia só porque era "coisa de mulher", enquanto ele se reunia com os irmãos e cunhados para beber cerveja — o que não significa que eu queria fazer o mesmo, mas e se o quisesse? E, porque quando crianças, devemos nos sentar como "mocinha"? Afinal de contas, quem define o que é ser mocinha? Finalmente, num dia que prefiro esquecer, aprendi que assim que nosso corpo ganha reles curvas passamos a ser vistas de um modo intimidador.

01/03/2017

O que aconteceu | Fevereiro de 2017


O segundo mês do ano passou correndo e não foi só porque tem menos dias que os demais. Acabaram as férias da faculdade — e eu descobri que vou estudar em dois campi diferentes, o que vai ser um pouquinho chato. Minha turma foi remanejada pra um campus maior por conta da quantidade de alunos ser menos do que vinte e agora, em pleno quarto semestre, estou tendo que lidar com aquela situação de turma nova de novo — apesar de várias pessoas da turma original também terem ido.

Foi um mês que eu também não fiz quase nada — não que janeiro tenha sido lá muito animado —, porque fechei os 28 dias com apenas uma leitura e nem as séries que tinha prometido ver eu me dediquei a perder tempo com elas. Bom foi que vi dois dos cinco filmes que disse que queria ver no post 5 filmes que você tem que ver em 2017 e finalmente comecei um curso de inglês. E como eu adoro as postagens que resumem o mês de quem escreve no blog, eu decidi fazer o meu também.

19/02/2017

Publique seu conto sobre o fim do mundo no livro "Extremo"


Quando eu falei no post Boas Coisas Acontecem sobre o meu conto que foi aprovado para a coletânea de contos sobre amor, eu falei por cima sobre a Andross Editora e especificamente sobre o livro Sem mais, o amor, mas atualmente eles estão com nove coletâneas com o mesmo prazo para recebimento de textos (até 30 de abril) e a mesmo previsão de lançamento, em outubro.

A editora já publicou coletâneas que reuniam contos de diversos gêneros e voltaram agora com o tema apocalíptico através do livro Extremo. Se você tem uma ideia legal para escrever um conto sobre o fim do mundo, chegou a oportunidade para publicá-lo em um livro! Você pode participar da coletânea EXTREMO - CONTOS SOBRE O FIM DO MUNDO, organizada pelo escritor Alex Mir. Qualquer pessoa pode participar. Para submeter um texto à avaliação, basta acessar o site da editora em www.andross.com.br.

14/02/2017

Boas coisas acontecem


Esse título até parece que é de mais um conto, mas não é. E só que eu achei que deveria falar sobre algumas coisas boas que aconteceram aqui desse lado da vida e que estão totalmente ligadas com o mundo virtual também. Entre a madrugada do dias 4 e 5 desse mês aconteceu a primeira edição do Corujandross, uma produção noturna intensiva de escrita da Andross Editora. Foram 54 escritores produzindo ao mesmo tempo e interagindo durante intervalos num grupo do WhatsApp. A ideia deu tão certo que os números contabilizados no final da edição são bons de marcar: foram cerca de 70 textos finalizados durante as oito horas de interação e boa parte dos autores produziram um conteúdo bem relevante durante a produção noturna. Você pode ler a matéria completa sobre as impressões da edição no site Em Contexto.

Até aí tudo bem, é uma proposta interessante e possivelmente vai ter segunda edição ainda esse ano interagindo através do Google Hangouts. Durante a produção eu escrevi três contos, entre eles Papéis Picados, que já foi publicado aqui e teve até um retorno legal: 15 comentários, sem contar as minhas próprias respostas. A Andross Editora está com uma coletânea intitulada "Sem mais, o amor", que será uma antologia de Contos de amor em forma de cartas, emails, páginas de diário e outras formas de registro escrito. Acontece que quem produzisse durante o Corujandross e enviasse o texto para uma das coletâneas receberia um livro de brinde da Editora. Eu encaminhei Papéis Picados, recebi um feedback superpositivo do Leandro Schulai, organizador do livro, acrescentei um parágrafo no final do conto e tive uma notícia que eu jamais esperaria: meu conto foi aprovado e será publicado na coletânea! A previsão é de que o lançamento do livro seja em outubro. E até lá eu pretendo ir atualizando sobre o processo aqui.

07/02/2017

3 curtas favoritos


Desde o dia que eu assisti aquele curta super famoso feito pela Disney, Paperman, eu tenho buscado vários outros pra assistir. O bom dos curtas é a facilidade de se encontrar na internet, isso porque a maioria dos criadores disponibiliza suas criações ou no YouTube ou no Vimeo. Ou seja, a gente assiste uma coisa bacana, de forma legal e ainda contribui com o trabalho do diretor. Tem como melhorar?

O que eu mais gosto nos curtas é o comparativo que faço com o cinema: é como se os filmes fossem livros e os curtas fossem contos. O curta - igual o conto - tem ser capaz de chamar atenção do espectador em pouco tempo e ele tem que ter quase as mesmas fases que um filme tem: início, desenvolvimento, clímax, resolução (ou não) e fim. Então, eu acredito mesmo que vocês tem que assistir esses curtas (e essa não é lista só pra que eu mesma me lembre, estou recomendando mesmo).

25/01/2017

NON DVCOR, DVCO

Pátio do colégio: aqui foi construído o colégio jesuíta fundado pelo Padre José de Anchieta em 1554.

Quando me perguntam porque eu gosto tanto de São Paulo, eu quase nunca sei o que responder. Formulo dezenas de respostas meia-boca e acabo sorrindo de jeito meio idiota porque simplesmente não tem como explicar o que é amar uma cidade. E menos ainda o que é morar numa cidade que se ama. "São Paulo é terra de loucos", eles disseram. E não estavam errados. Loucos pela instabilidade, rapidez e instantaneidade  que só essa cidade possui. Uma mistura de cores, credos, costumes, trajes e etnias que pouco se encontra em outro lugar. Numa visita ao CTN e você se sente no meio do sertão nordestino, se conhece um pouco do Japão na Liberdade, desfruta da cultura árabe na região do Brás, vai no Bixiga e come um belo spaghetti numa cantina italiana super charmosa. Como não amar uma cidade que carrega em si um pedaço de quem por aqui passa?