15/10/2017

Como foi publicar pela Andross Editora?


Quero começar o post pedindo desculpas de novo pelo sumiço dos últimos dias. Minha vida tem sido uma correria nessas últimas três semanas. Trabalho de faculdade, processos seletivos de estágio, entregas de convites pro lançamento do livro... Tanta coisa que eu mal percebi os dias se passarem. Sem contar que a última postagem ainda foi um repost porque eu sequer tinha noção do que postar naquele dia. Eu não prometo voltar com a frequência assídua, mas pelo menos uma parte já se acalmou por aqui.

Eu não sei se vocês lembram, mas em fevereiro eu participei do Corujandross, um evento organizado pela Andross Editora que consistia em escrever das 22h do sábado até às 06h do domingo. A temática e os gêneros textuais eram livres e as oito horas de produção intensiva de escrita eram mediadas e intervaladas a cada meia-hora pelo editor-chefe da Andross, Edson Rossato. Do final disso, eu decidi enviar um dos três contos escritos nesse dia para a seleção das antologias que seriam lançadas esse ano. E deu certo. Papéis Picados foi escolhido pelo organizador Leandro Shulai para ser publicado no livro Sem Mais, o Amor, uma coleção literária sobre o amor em registros escritos.

01/10/2017

Velha história


Sob a touca cinza, possuía cabelos desgrenhados num tom cinza-claro que disputavam a cabeça enrugada com outros poucos fios marrons.  Os olhos azuis-piscina envoltos por pálpebras cansadas de anos de trabalho continham um brilho de realização. Andava com ajuda de uma muleta que em sua haste havia pequenas flores artificiais em tons lilás. "Só pra deixar a vida mais colorida", me dissera com um sorriso frouxo. Usava uma calça jeans desbotada que já mostrava marcas do tempo e algumas patinhas enlameadas aqui e acolá demonstravam que o senhor tinha um cachorro, que por sinal era muito bagunceiro. Nos pés, usava um All Star vermelho também com sinais de gasto: um notável rasgão despontava próximo ao calcanhar esquerdo e um remendo no pé direito havia sido feito com tecido xadrez e linha branca grossa, o que deixava sua aparência um tanto quanto cômica. Fazia frio lá fora e tentando vencer o vento gélido que teimava em nos alcançar, o velho usava um suéter de lã num tom marrom sujo, do tipo de quando a gente mistura várias cores pra ver no que dá.
Carregava uma pequena mala de couro à tira-colo e um radinho de pilha no bolso. Um colar de São Francisco ia no pescoço e uma barba curta terminava por descrever aquela figura desconectada da realidade do mundo moderno. Em plena sexta-feira, sentara-se ao meu lado no trem, e meio sem jeito, mas confiança na voz se apresentou.

17/09/2017

Reclama do filme, mas respeita a trilha sonora


Sempre quando falam mal de Crepúsculo se utilizando daquele praticamente único motivo de "qualé, qual vampiro brilha no sol?", eu ainda sinto a ponta da língua dar uma coçada pra ir lá defender a Stephenie, o ponto de vista dela, por ela ter criado uma outra versão da lenda, de que não existem vampiros de verdade então qualquer um pode inventar o que quiser sobre eles e blá-blá-blá. Só que no fundo eu me seguro, porque acho que já passou da idade de eu ficar discutindo sobre a preferência alheia de filmes ou séries e porque eu tenho que entender que opinião cada uma tem a sua.

Mas se tem uma coisa que eu não aceito que reclamem é da trilha sonora de toda a saga. Especialmente do terceiro filme/livro, Eclipse, que pra mim, de longe ganha disparado como a melhor seleção de todos os filmes, apesar de não ter a mesma opinião sobre o filme em si. Então, quando eu vi a blogagem coletiva do grupo Blogs Up que sugeria um post com playlist de filme ou série, eu já senti no coração qual seria o meu escolhido. Aquela saga maravilhosa que definiu toda a minha preferência musical. Tarefa difícil, mas consegui escolher minhas músicas preferidas para postar aqui.